quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Onde estás... sempre...

Descobrir contigo
o sabor da genuinidade.
Ao som do jazz,
Do swing da cidade,
Enquanto bebericávamos uma qualquer bebida.
Enquanto superámos uma qualquer subida.

Soltavas a voz
Ora para fora do carro
Ora no recato da miragem
Junto ao desacato do rio
Mas sempre em viagem permanente
Sempre veloz, para sempre, eternamente.

E na troca das melodias
Dos olhares, de tantos dias
Ficámos presos ao rodopio,
Da satisfação do cio.
E do alto nossa ilusão de outros entardeceres
Gastámos os sonhos de muitos amanheceres.

Procuro-te.
Agora que a noite é chuvosa
Detenho-me nas teclas pretas,
Linhas labirínticas,
Tons menores, harmonias invernosas,
Mas sempre, por ti, vertiginosas.

Escuto-te,
Percorrendo a escala toda
Numa canção perfeita
Que aprendeste um dia
Numa abertura vadia.


(Foto: autor desconhecido...)

2 Comentários:

Blogger Jotabê disse...

Humm, cheira-me a uma sintonia já dificil de fugir.

aquele abraço

9:24 da tarde  
Blogger Teresa Durães disse...

eu cá gostei bastante do que li!!

bom dia

10:30 da manhã  

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