terça-feira, abril 04, 2006

GRITOS

Eu passei
Uma ponte tão grande
Uma estrada tão longa
E meditei
Eu andei
Pelas ruas do mundo
Por bares de fumo
E gritei

Eu olhei
Um rio a nascer
Sei que não vai morrer
Meditei
E olhei
Uma igreja tão cheia
Que se perde na "ideia"
E gritei.

Gritos
Gritos de almas famintas
Vozes de toda agente
Pobres ou distintas

E tu estavas na noite
Com o peito aberto
A fugir ao deserto
A fugir ao deserto

6 Comentários:

Blogger Sol disse...

E porquê gritar
se o eco é silêncioso...
é como chorar sem lágrimas,
ser um rio seco
e um deserto sem sol...


;))Beijinho

8:41 da manhã  
Blogger greentea disse...

O grito!

Tu gritas

mas há aqueles que te não ouvem

há aqueles que te não querem ouvir

e permanecem
no silencio

Beijo.

9:09 da manhã  
Blogger Teresa Durães disse...

:)

9:56 da manhã  
Blogger winterdarkness disse...

Eu sinto-me a fugir também de mim mesma e quero encontrar um sítio onde possa gritar pois nesta sociedade de máscaras nem espaço há para isso... Ao não expulsar esse grito é como ficar sem voz... Kiss

10:40 da manhã  
Blogger la boheme disse...

Há um dia em que todos nós encontramos um deserto. Mas em todos os desertos há um oásis que nos salva e nos dá força para continuar.
A mim também me apetece gritar AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

12:40 da tarde  
Blogger Amor Maior disse...

Muitas vezes tenho medo dos gritos ditos em silêncio... beijo meu :)

2:22 da tarde  

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