quinta-feira, março 23, 2006

Veredas

Saímos à rua
Com uma bandeira levantada
E o futuro apresenta-se como destino incerto.
Erguemos a face
Olhos nos olhos com a cilada
Damos peito ao vento e afinal tombamos no deserto

Subo a ladeira
Que me leva à sala de visitas
Onde estão os donos de destino vago.
Bebo do copo
As doces volúpias favoritas
De que me hipnotizo mas nada trago

Perco-me
Assisto ao ritual da matança do homem novo
Inventado por carrasco respeitável, alienado
Das torturas vigiadas e punições organizadas
E fujo
Recuso a doce cama de dossel, aromática
Onde o sono é mel e de sonhos fáceis, carrossel
De viagens imaginárias e rotações várias

Deixo-te amor
Porque a viagem recomeça
Onde quer que o tempo da minha alma se esqueça
Mira amor
O que o perfume não devassou
O coração grita por prazeres que o tempo não matou
(Foto de Joaquim Nabais para D'age)

2 Comentários:

Blogger Luísa disse...

Há dias cinzentos, de facto...

Mas vou-te contar um segredo... por cima deste céu escuro há um sol de Junho que brilha o ano inteiro...

Um beijo demorado.

11:12 da manhã  
Blogger Ant disse...

São as núvens que já me cansam. Preciso do sol, preciso.
Que beijo saboroso, este.
Um igual para ti.

1:06 da tarde  

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