quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Silêncios



Silêncio
Uma noite no rio
Sentir um arrepio
Com medo de te tocar
Silêncio
Um beijo disfarçado
Um sorriso roubado
Ao medo de te amar

E agora
As noites são um fosso
Gritos vindos de um poço
Que querem saltar cá p’ra fora

Silêncios
Serão os meus segredos
Tão propícios a medos
E até a naufragar
Silêncios
Naufragar nos teus beijos
E sentir os desejos
Todos de pernas pr’o ar


Silêncio
É ser gato vadio
É consumir o cio
Em qualquer lugar
Silêncio
É deixar-e na cama
É deitar-me na lama
Para te provocar

E agora
Os gritos são gemidos
Desejos consumidos
Pela noite fora

3 Comentários:

Blogger lazuli disse...

das figuras tenebrosas passaste para outro género. A vida é mesmo assim. Se não houvesse luz ficariamos eternamente nas trevas.

2:52 da manhã  
Blogger Jotabê disse...

...porque será que li o poema à procura duma melodia que lhe ficasse bem?
...influências?

9:46 da manhã  
Blogger winterdarkness disse...

O poema ficou lindo; continua...

3:24 da tarde  

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