quinta-feira, janeiro 26, 2006

Laços íntimos

À medida que vamos crescendo – não estou propriamente a falar de idade, estou a falar do crescimento interno, da nossa evolução enquanto seres –, enquanto crescemos, dizia, temos a necessidade de aprofundar as nossas relações com os outros, ou melhor, sentimos o apelo inevitável da partilha do espaço, do tempo, do corpo, de nós.
É assim que desenvolvemos os laços de proximidade com um outro que estamos a descobrir e que iremos sempre descobrindo até ao fim.

Esta dinâmica pode repetir-se vezes e vezes sem conta ou então, porque achamos que sim, estabiliza-se numa relação que responde e corresponde às nossas idealizações, às nossas expectativas.
Não raramente esta ideia do outro vai-se transformando, evoluindo noutras direcções e o equilíbrio desfaz-se ou, pelo menos estremece.

O que importa é que estes laços que se criaram nunca serão completamente quebrados. As intimidades com um grupo de outros que vieram agregados fazem agora parte de uma nova esfera, de uma comunidade que se agarra a nós e não mais de nós se aparta.

Chamamos-lhe família.
E cada vez mais nascem e renascem novas famílias.
A questão é saber se estaremos verdadeiramente preparados para lidar com esta nova (ou velha) ordem de laços íntimos.

5 Comentários:

Blogger Vampiria disse...

e enviares me um mail, nao?? :( ...

3:13 da tarde  
Blogger Tere disse...

oh amigo... como te compreendo...
Bjokas

6:33 da tarde  
Blogger Carmem L Vilanova disse...

Vim agradecer-te a tua visita no meu blog e dizer que ca virei agora com a frequencia que me seja possivel... gostei do teu espaco!
Beijos para ti!

7:23 da tarde  
Blogger greentea disse...

a realidade é sempre uma outra. A ideia q fazemos de outrém não corresponde à realidade porq a ideia é nossa - o outro não é assim. Nós próprios tb nos vamos alterando, o outro altera a imagem a tem de nós, por pequenas por grandes coisas. Vamos caminhando juntos em rectas que convergem ou divergem mas reencontramo-nos sempre

1:34 da manhã  
Blogger Marco_S disse...

Sei que ainda sou novo, mas orgulho-me de me ter apercebido disso mesmo já há mtos anos. Enquanto namorava com a minha actual esposa, estivémos quase a terminar tudo porque senti que a relação dela com os meus pais e a minha irmã não estava a tomar o melhor caminho. Tivemos de parar e reflectir, pois ela não se ia casar só comigo, mas iria também ter um convívio regular com a minha família, e se esse relacionamento não fosse o melhor, eu iria ter de ficar dividido, por isso resolvi esclarecer isso logo de início.
Desenganem-se aqueles que acham que se casam com determinada pessoa e a família é um caso à parte. Ainda hoje tenho problemas com isso...
Infelizmente apenas escolhemos uma ínfima percentagem da nossa família...

1:58 da tarde  

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