terça-feira, novembro 08, 2005

Vazios

Uma da manhã.
Apetece-me fumar mais um estúpido cigarro.
Sim, o tal que ando a adiar mandar para o lixo sem acender há anos.
Sei que o vou fumar… daqui a um pouco mais… quando estiver à janela ou na varanda a olhar o Tejo com as suas luzinhas trémulas, de barcos que esperam a partida para amanhã ou depois ou depois.

Mas isso pouco importa.
Também pouco importa se está frio e se deveria ir dormir.
O vazio não se esgota nestas pequenas andanças daqui até à janela, ou à varanda para queimar mais um cigarrito que talvez, definitivamente, deixe de acender.

O vazio não se esgota, preenche-se, elimina-se, alimenta-se, abandona-se.
Sem cigarro.


Sim… contigo.

2 Comentários:

Blogger Tere disse...

OS cigarros!!!! Porque será que quando o coração sofre há sempre outro orgão que paga??? Ou é o estomago porque comemos demais ou se menos, ou então os pulmões... esse maldito cigarro...o cigarro da dor de amar... tenho fumado uns quantos desses ultimamente... Bjokas

9:18 da manhã  
Blogger Ant disse...

Já percebi que sim.
Comecemos por deixar o cigarro.
Depois, acrescentemos uma boa vida e um copo de vinho tinto.
Depois... a imaginação há-de trazer alguma coisa boa de se fazer.

12:06 da tarde  

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